A ideia do blog é simples, criar um espaço em que eu possa falar sobre o que quiser e quando quiser, expor, analisar, comentar, reclamar, enfim, compartilhar com quem me acompanha tudo que eu achar relevante. Espero que vocês curtam o blog e participem. (:

terça-feira, 5 de julho de 2016

Se eu pudesse resumir - Compilação Carpinejar

O amor não é para os fracos.
É o que fica depois do desespero, da vingança, da solidão, da bebedeira, das fofocas, das dúvidas, das brigas, da raiva, dos gritos, dos erros, do orgulho, da cobrança, do cansaço, é o que fica depois de ir embora.
Demora muito para aprender a amar.
Exatamente por ser uma escola de paciência que poucos aceitam cursar.
Não é só dividir a cama...
É dividir a solidão na mesma casa, as histórias na mesa, a novidades na sala.
É dividir a vida inteira.
É estar mal e mesmo assim separar o seu melhor para o outro.
Não é ser metades que se completam, é ser inteiros que se encaixam. Não é encontrar a pessoa certa. Porque a pessoa é sempre errada, o amor que faz dar certo.
O amor é o que ficou depois de tudo.
Então se ele ficou apesar de tudo, não vamos fingir que ele é nada.





domingo, 19 de junho de 2016

Boa mesmo é a incerteza do amanhã.
É não ter que esperar um dia melhor que hoje.
Deixar ser o que vier.
É perceber, pela ausência de expectativas, que todo dia tem potencial de ser maravilhosamente único.
É ver que a confiança aumenta, mesmo diante das incertezas.
É não precisar catalogar planos.
Porque nem da tempo de acumularem.
Quando a gente está feliz fazemos acontecer o inesperado.
Ah, bom mesmo é perceber que não há o que temer quando estamos bem acompanhados.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Fernanda II

Fernanda, só não deixa de ser quem é, tá?
Você sabe do que estou falando.
Faça o que quiser fazer, menina.
Vá pra onde quiser ir;
vista o que quiser vestir.
Pode ser um sorriso e pode ser a máscara escorrendo.
Tira a maquiagem.
Tira a lente;
coloca aqueles óculos que só usa em casa.
tira o salto;
Vá de chinelos hoje.
Deixa a alça do sutien aparecer;
coloca um calcinha confortável.
Vai de vestido e tênis;
de moletom.
Pode ser cavada a blusa,
ou pode ser fechada.
Faz um olho preto;
ou um olho de gatinha.
Sai sem blush, guria.
E a olheira? Esconde...
ou deixa ela lá fazendo sombra mesmo.
Importante de verdade é a sua alma.
Só não maquia a alma, tá, Fernanda?
E nem deixa a sombra chegar lá...
Te acalma, garota, que o resto passa!
Se entende com você mesma.
Tá?


domingo, 5 de junho de 2016

Lembrança

Ah... eu me lembro bem de quando era feliz sem você.
Eu nem sabia que um dia ia sentir que era impossível meu sorriso longe do seu abraço.
Era bom.
Existiam outros braços.
E bocas.
E um bocado de coisas que sumiram depois que você veio.
Ainda lembro bem quando acordei e pensei "agora vai".
Foi bom também.
Mas o que eu nunca vou esquecer são as vezes que me questionei porque estava com você.
Tenho certeza que as rugas na testa serão do vão esforço em tentar lembrar porque eu me prendi tanto a quem não se doou pra mim.
As ruguinhas perto dos olhos vão ser de risos e não do pesar molhado de não ter você.
Ah... eu me lembro bem. Era tudo leve, o olhar mais iluminado, meu riso era frouxo, a vida era uma corrente boa, em vez de picos de felicidade.
Eu sei tudo que não quero me esquecer.
O que eu não sei se quero é (não) ter você.

domingo, 29 de maio de 2016

Com a porta aberta

Como é difícil colocar a vida em uma mala, mudar de casa.
Foram as vezes que o seu sorriso foi largo e sincero.
Foram as reconciliações.
Foram as noites que você me acordava sem querer enquanto cheirava o meu pescoço.
E as vezes que me acordava de propósito.
Foram os nossos planos.
As viagens por fazer.
O lote por comprar.
A casa por construir.
Os filhos por criar.
Foram as vezes que sua voz me acalmou o coração e a alma.
As vezes que meus 'eu te amo' ecoaram e as outras vezes em que foram susurrados, bem baixinho, no seu ouvido, pra não te acordar.
Aaah, a casa velha era boa.
Mas você acabou abrindo a porta e me convidando pra sair.
Foram as vezes que meu choro não significou nada.
Que as minhas vontades foram desrespeitadas.
Que as minhas escolhas foram ignoradas.
Foram as brigas reiteradas por um único motivo.
Foi o excesso de aviso.
Foi por você não mudar.
Então me mudo eu.
Mesmo sem saber se quero morar em outro coração por enquanto.
Deixa estar.
Eu vou ficar bem aqui fechada dentro do meu próprio peito e depois, quem sabe, volte a me aventurar.
Mas só depois que a lembrança da última morada apagar.

sábado, 21 de maio de 2016

Fernanda I

Fernanda finalmente percebeu que para ser ouvida com atenção basta baixar o tom da voz.
Todos param para ouvi-la.
Percebeu que não precisa tentar chamar atenção.
Na simplicidade de ser exatamente como ela é, que o brilho dela se intensifica.
Percebeu que não precisa se ocupar dos preconceitos alheios;
preconceitos são preocupações que os outros tem, que eles se ocupem disso então.
Fernanda se ocupa de sorrisos.
Percebeu que todas as suas dificuldades a fazem especial.
Aprendeu que tem hora para correr atrás e tem hora para quietar a mente e deixar o corpo correr na frente das vontades.
Entendeu que toda música tem pausa.
Que a vida toda é um ciclo;
ciclo este que as vezes fecha, as vezes não.
Fernanda percebeu que o que importa mesmo é o coração.
E que coração lindo Fernanda tem...

sábado, 7 de maio de 2016

Sobre ser Tia 'Carinha'

Sobre ser tia, só posso dizer que ser mãe vai ser maravilhoso.
Mas que delícia é acordar com um beijo molhado. Ou a cama (só porque sei que é uma fase bem importante).
Melhor ainda quando acordo e a cama está seca, e ele vem correndo e diz "você  achou que eu tinha feito xixi na cama?" e penso "não, eu levantei duas vezes pra te levar ao banheiro essa madrugada", mas respondo "que bom, amor, que você  não fez xixi na cama, vamos fazer um pipi agora então?".
Mais delicioso é acordar com um "bom dia" sorridente, animado, pilhado, enérgico, às 7h, quando meu organismo nem descobriu ainda que está ativo pra viver mais dia... e ficar divida entre o cansaço e o sono e a vontade de levantar pra assitir as descorbertas de mais um dia da vida dessa criaturinha que é muito mais parte de mim do que eu poderia supor fosse possível.
Ser tia é ser mãe e pai de um filho que  tem excelentes mãe e pai e que não precisa de você, mas ainda bem que tem (duas vezes)! 
Ser tia é descobrir que ele tem um vocabulário sensacional pra idade dele, e depois descobrir que ele sempre falou "nem pense nisso" mas você  que nunca tinha ouvido antes.
É identificar comportamentos 'dele' 'nele' e perceber que não  podia ser diferente... "filho de peixe, peixinho é".
É perceber que ser tia é a melhor e a pior parte.
É sentir-se dispensável e insubstituível ao mesmo tempo.
É saber que tem coisa que ele fala só pra você, ainda que repita diversas vezes para os outros. Porque um "eu te amo" nunca é igual ao outro.
Resumindo, ser tia é ser sem ser, mesmo sendo.
Muito amor.

Dedicado ao Enzo.