A ideia do blog é simples, criar um espaço em que eu possa falar sobre o que quiser e quando quiser, expor, analisar, comentar, reclamar, enfim, compartilhar com quem me acompanha tudo que eu achar relevante. Espero que vocês curtam o blog e participem. (:

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cheguei na metade!

14 dias do tratamento já passaram. Faltam os outros 14. Tenho sentido menos dor. Estou conformada. A tristeza descomunal que me assolava  já passou, agora a única coisa que me inunda é a vontade. Vontade de tudo, o tempo todo. Quando não é chocolate, é café, ou pizza, ou batata frita, cerveja. 

A boa notícia é que estou bem. A má é que eu não sei se consigo manter todas as minhas restrições permanentemente, talvez eu precise de mais tempo pra me acostumar com a "dieta" ou talvez uma hora caia a ficha de que meus tempos de boemia acabaram, no auge dos meus 20 anos.
Tá, vou maneirar no drama.

Sexta-feira passada tive uma reação do medicamento, pela primeira vez fiquei mal. O remédio que trata meu lindo esôfago tem algumas reações bastante adversas. Efeitos colaterais chatinhos, começando por enjôos, que aliados à hipoglicemia pós-treino, me levaram à sala do médico na última sexta-feira. Tudo devidamente explicado na bula e orientado pelo médico, mas que me pegou de surpresa. Tomei um sustinho.
Agora já me sinto bem, terminei a segunda cartela dos comprimidos e já posso imaginar o dia que vou sair do trabalho direto pro melhor HH que conheço, com direito a chopp, batatas fritas e frango frito, e amigos que não vão passar a noite inteira ressaltando o quanto a pizza estava ruim, pra não me matar de vontade (L), nem me olhar torto por estar chegando na festa com dois litros de água de côco (é que suco de caixinha também não entrou na dieta, doces demais, fazem mal no quadro).
É isso, estou melhor humorada. Parei de chorar em todas as refeições, já consigo encarar a salada como prato principal e o arrozinho com feijão como acompanhamento. A vida tá boa.
Segue.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Espero que temporário!

Semana passada descobri que tenho esofagite/refluxo/hérnia de hiato, como queiram chamar. O que é? Uma inflamação no esôfago, originada pela acidez dos fluídos estomacais, que são "empurrados" para cima, e como o esôfago não tem a mesma proteção que o estômago, a bili acaba corroendo a parede do órgão, causando uma ferida. Os sintomas são azia, gosto amargo na boca, gases e muita dor. Eu, particularmente, só sentia dor, cheguei achar que era uma gastrite, mas não. A esofagite é teoricamente, mais fácil de resolver do que a gastrite, bom, não pra mim. Eu estou desolada.
Esse probleminha pode ser causado por várias situações, mas o mais comum é a alimentação. Como? Alimentos que demoram a ser digeridos: gordurosos, pesados e ácidos demais, pimenta, doces, fermentados, gasosos, processados e qualquer alimento que você  particularmente tenha intolerância, como leite ou glúten, por exemplo. Além disso, o sobrepeso é um agravante, e alguns hábitos, como deitar-se depois das refeições, pois favorece o refluxo.e comer muito rápido, pois a mastigação fica prejudicada e a digestão mais difícil.
Resumindo, pra mim, esofagite significa mudar todos os meus hábitos. Adeus, comer depois da balada e deitar, cochilar depois do almoço nos finais de semana. Tchau sobremesa, cervejinha, café (CRY!), água com gás, energéticos, carne vermelha, limonada suíça, chocolate-meu-de-cada-dia, vinho, queijos, misto quente, cachorro quente, hambúrguer, sorvete, biscoito! Estou passando por maus-bocados.
Há três dias que cada refeição é um drama, eu não sei o que eu posso comer, ou o que eu devo comer. Meu cardápio tem sido ricota, peito de frango cozido (ZERO FAT), pão integral, leite e yogurte de soja, frutas, muitas frutas, muita salada, e muita MUITA força de vontade e PACIÊNCIA. Sem falar nas intermináveis dores de cabeça, porque como eu não posso comer até 3 horas antes de deitar, eu tenho acordado com muita fome, e ai minha amiga (só que não) dor de cabeça, tem me acordado. Ela não tem acordado comigo, ela tem, literalmente, me acordado. Na manhã desse domingo eu estava linda na minha cama, dormindo como anjo até que minha cabeça começou a doer insuportavelmente e eu tive que levantar pra tomar um remédio, afinal eu queria dormir mais e não podia simplesmente comer pra acabar com a dor de cabeça, porque ai não poderia mais deitar. Complicado, pra dizer o mínimo.
O meu humor está horrível, eu tenho lamentado pelos cantos, o que acaba tornando necessário que todos a minha volta também tenham uma dose de paciência extra. Mommy tem lidado relativamente bem com a filha emo que ela ganhou desde a última quarta-feira. Daddy and boyfriend not so much, embora eu possa ver seu esforço. Tá difícil. Bem difícil. Podia ser pior? Sem dúvidas! Podia ser uma doença horrível e incurável (eu acho que a única coisa que não podia ser pior é o meu drama), mas é uma esofagite e o único problema é que eu estou lidando muito mal com ela. Infelizmente.
Eu não sei o que fazer, eu me sinto desmotivada, devastada, triste e sem previsão de me sentir bem de novo.  Isso porque eu não consigo pensar em felicidade sem pensar no meu café de manhã, ou em comer chocolate quando sentir vontade. Batata frita com cheddar e bacon, acompanhada de uma cerveja geladinha. Risoto, lasagna, sushi com shoyu e wasabi! Como alguém vive sem isso?! Enfim, CAOS!
Quando eu não me sentir mais d-e-v-a-s-t-a-d-a, venho contar pra vocês.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Renata V

Ela sempre soube que um dia ia estar assim, só nunca imaginou que seria num momento da vida em que sempre tinha se imaginado muito feliz. Ela nunca soube lidar com isso, porque sempre se preveniu, mas sabia que um dia o véu que tinha colocado sobre si ia acabar deixando alguma coisa penetrar. Ninguém disse que seria fácil, mas é muito mais difícil do que já tinha imaginado. Esse sentimento de impotência para com ela mesma, era o pior de aceitar.
Todo o tempo dedicado, todos os planos traçados, quando o objetivo já não existe parece quase impossível pensar em continuar.
Talvez fosse melhor mudar os motivos, tentar outros meios, desenhar uma nova linha de chegada. E ai, de repente, daria até para mudar as pessoas que te esperam lá na frente, desenhar uns corpos sem rostos, que importe eles sejam preenchidos com o tempo, depois que essa nova realidade perpetuasse e fizesse algum sentido.
Se as pessoas prontas para levantá-la ao chegar já exausta, fossem um tanto mais persistentes, um bocado mais permanentes, uma porção mais presentes... Se essas pessoas sorrissem quando ela chorasse, a abraçassem quando ela não tivesse mais forças, mostrassem a ela a importância que a presença deles tem. Se cada um deles pudesse mostrar pra ela que estava ali tudo que ela sempre procurou, e que aquela linha de chegada era onde começava uma outra corrida chamada felicidade.
Se tudo isso pudesse ser realidade, e se ao longo dos quilômetros os rostos conhecidos fossem se apagando, os sentimentos desmistificando, as inspirações mutando e a certeza chegando, se lá no meio do caminho esses rostos agora em branco fossem tomando formas, ganhando traços, se passassem a representar alguma coisa, para que no final, na reta de chegada, os rostos se tornassem vívidos e conhecidos, passassem a fazer algum sentido, para que os braços que a segurassem na chegada fossem sorrisos, que as palmas fossem um pedido, pra que ela não parasse nunca de tentar. Que a medalha e troféu fossem gritos, de alegria e incentivo, para que sempre antes do final, ela já pudesse pensar no próximo caminho.
Se fosse assim, ela nunca se sentiria só, suas lágrimas nunca seriam de tristeza, nem de decepção. Talvez de cansaço, mas nunca de redenção. Se ela pudesse desenhar esse cenário, e o fizesse bem, como nunca ninguém fez, se ela sentisse bem de dentro o que quer e soubesse bem o que fazer... Talvez ela não estivesse sozinha num pódio sombrio, em que ninguém aplaude, em que ninguém grita, em que ninguém sequer conhece essa menina. Se ela tivesse cativado, se ela tivesse sonhado, e conseguido trazer consigo alguns amigos a sonhar! Se ela soubesse que na corrida da vida ganha sempre quem mais se doar...

domingo, 30 de setembro de 2012

Hoje me deu vontade de desistir. Não de desistir das coisas que eu tenho, mas das coisas que eu não tenho e que eu queria ter, simplesmente porque eu não me sinto no direito de me sentir incompleta. Eu tenho tanto,  e antes que alguém ache que eu estou aqui falando de materialidades, não é disso que se trata. Eu tenho muito mais do que eu me sinto no direito de pedir.
A gente se sente incompleto pelos sonhos que não consegue alcançar, ou pelos objetivos que se distanciam. Eu me sinto incompleta por me ver hoje no mesmo lugar que eu me via dois anos atrás. É isso que me macula.
Eu não me sinto incapaz, eu só acho que não é pra mim, que não é pra ser e é horrível pensar assim. Eu queria tanto pensar diferente. Pensar que ainda tem muita coisa nova pra acontecer, mas eu vejo os dias passando, e os meus vinte anos e eu me sinto uma criança de 12 anos na hora do recreio.
Não é que eu tenha cansado, nem parado de tentar, eu só não acredito mais que na realidade que eu vivo hoje eu vá ter tempo de concretizar tudo que eu imaginei que já teria conseguido realizar com meus vinte e poucos anos.
Eu não vou deixar de querer. Impossível. Mas infelizmente, vou largar, deixar de lado. Alguma coisa, alguma hora, tem que acontecer e eu vou deixar passar do jeito que tiver que ser...
Eu vou desistir de forçar tudo a ser como eu imaginei que seria, já que não está dando muito certo. E embora não seja compatível com o meu estilo, eu vou deixar rolar. Deixar vir e ver o que vai dar. Ainda que isso signifique que, provavelmente, só porque eu não tomei a frente, não aconteça do jeito que eu pensei, talvez nem aconteça...
Mas o que mais eu poderia fazer? Controlar tudo o tempo todo também não tem sido exatamente... eficiente!

domingo, 9 de setembro de 2012

Penso logo.... sinto!

As vezes, quando já não sei mais o que pensar, paro e tento não pensar, não ficar chateada, nem brava, nem decepcionada. Na verdade, se a gente não pensar, não sente nada.
Quem diz que sentir e pensar são opostos, é muito diferente de mim, porque eu penso tudo que sinto, e sinto quase tudo o que penso. E quando, raramente, por algum motivo, os dois se desencontram, eu costumo desconfiar do meu sentir, muito mais do que do meu pensar.
É que se fossem tão antagônicos, ia ser fácil esquecer, passar por cima, mudar rapidinho de humor, deixar tudo para trás. E não é... para mim, não. Eu não consigo superar assim tão rápido. Tem vezes que me basta uma noite de sono, outras alguns dias mais, tem vezes que nem um mês resolve e tem vezes que muito mais.
Tem quem chame de rancor, eu chamo de tempo. O tempo que eu precisar pra aprender, seja com o meu erro ou com os dos outros, seja a não errar mais ou a me "defender", porque criar proteções também faz parte do aprendizado de sentir-pensar-sentir alguma coisa melhor-pensar melhor-ignorar-não sentir. Sei lá, não sei se o que estou pensando faz sentido, but feels just fine. Sem nem entrar no mérito de que rancor é pesado, é só para aquelas pessoas que fazem mal irreparável a quem a gente ama, cuida, protege. Não sei nem se isso.
Rancor ou não, lição ou não, evolução ou não, no final do dia, importa ter absorvido o máximo de informações, mesmo aquelas que magoam, colocar tudo para dentro, processar; e isso se faz pensando, bem ou mal, ou o que quer que seja; aproveitar para mudar, se for possível; aprimorar, se for preciso; incorporar, se for adequado; jogar o que não presta fora e continuar vivendo, pensando, sentindo, sofrendo, sorrindo, querendo, amando, desistindo, perceber que assimilar isso tudo é delicioso, é inteligente, e, acima de tudo, necessário.


Bom domingo! E uma segunda feira melhor ainda!

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Amorar II, eu falei que ia tentar...


Eu adoro esse teu modo particular, todas as formas de pensar, a delicadeza da resposta, o jeito de me conquistar. Adoro o caminho que você traça, um limiar tão retilíneo que é quase impossível fazer um desvio. Eu adoro a forma como você argumenta, como você busca fundamentar, e depois, quando você se confunde, as formas que você arranja para retomar.
Eu adoro o seu sorriso sem graça meio de lado, mudo. Adoro te ver gargalhar. Adoro te ver rindo do meu sorriso. Mas eu gosto ainda mais te ver rindo sem motivo. Saber que só lá no fundo, num canto da alma que ninguém pode alcançar, você ri simplesmente por ser melhor do que chorar.
Eu adoro olhar no teu olho e saber que você também olha pra mim, adoro achar essa certeza, da tua atenção, do teu radar. Adoro saber que bem dentro querendo ou não querendo, tenho em ti o meu espelho, das coisas que eu deixo de notar.
Eu adoro, e arrisco dizer um "preciso", saber que você quer estar comigo. Esse querer ainda que intangível, invisível, particular, é o que me põe de pé todas as vezes que eu não sei onde pisar.
Uma outra coisa que eu adoro, gosto mesmo, tanto que não sei se consigo explicar, é assistir, enquanto você não percebe, esse teu jeito maluco de calcular, de administrar todas as possibilidades, de controlar os resultados, essa mania de programar. Te ver absorto nesse paralelo me faz quase parar de respirar. Às vezes me concentro tanto nas tuas disposições que me esqueço de disfarçar.
Adoro sua limpidez, essa clareza de pensar, o teu jeito transparente, de tentar não demonstrar. Adoro quando você não consegue e sem querer acaba por soltar, que só está um pouco incomodado por não estar onde queria estar.
Adoro quando você se esforça pra demonstrar que sabe as coisas que eu não tolero e que erros existem pra gente consertar. As suas desculpas são tão sinceras que eu só poderia mesmo adorar. Os teus deslizes não vou mentir, tem uns que me fazem querer matar, mas depois a tua voz materializa a mansidão do seu pensar  e me desmonta e não me deixa nem lembrança do que tinha no peito a perturbar.
Eu adoro ainda, a tua vida ter encostado na minha, e ter colado, e não conseguir mais separar (ai de você, meu amor, se tentar escapar!).
Eu adoro esse conjunto de amorar, de ter sua alma apoiada na minha e ter onde deixar a minha descansar.
É um dom, esse que você tem, que eu mais adoro, de me deixar te amar.



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Amar você

Se você pudesse ver as coisinhas que eu faço todos os dias pensando em você... Ah se você soubesse as coisas que eu deixo de fazer pensando em você. Se você soubesse o quanto eu tento esconder.
Se você soubesse a influência que o teu gosto tem no meu guarda-roupa; quantas vezes eu troquei de roupa pensando no que você provavelmente iria usar; quantas vezes eu troquei tudo só pra calçar aquele sapato que você gosta, ou fazer a maquiagem que você prefere.
Se você soubesse quantas noites eu passei acordada; em quantos programas diferentes eu pensei, pra tentar tirar nossas noites da mesmice; quantas sinopses eu li, quantos jornais eu pesquisei.
Se você soubesse as lágrimas que eu impedi que escorressem, os gritos que eu segurei, os sorrisos que eu omiti. Ah, Se você soubesse quantas vezes eu "esqueci".
Se você tivesse alguma forma de sequer imaginar o tempo que eu dediquei a tentar te agradar.
Você poderia entender porque dói tanto deixar pra lá.
Ah, se você soubesse o que eu quero dizer.
Eu não teria que tentar explicar pra você.