A ideia do blog é simples, criar um espaço em que eu possa falar sobre o que quiser e quando quiser, expor, analisar, comentar, reclamar, enfim, compartilhar com quem me acompanha tudo que eu achar relevante. Espero que vocês curtam o blog e participem. (:

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Dia 4 - Vale do Colca/Arequipa

Hoje infelizmente nos despedimos do Colca-PERFEITO-Lodge para terminarmos o passeio no Vale e retornamos a Arequipa no fim da tarde. A programação de hoje foi bem tranquila, saimos do hotel cedo e seguimos para o Colca Cânion, fazendo algumas paradas durante o caminho para admirar a paisagem. Hoje tivemos uma verdadeira aula sobre tradições incas, colonias e as atuais dos arequipeños que moram no Colca Vale, foi muito interessante, essa é mais uma das vantagens de fazer passeios com guias turísticos, se aprende muito! Que a cultura do peru é riquissíma, todo mundo sabe, mas de pertinho assim, vendo tudo o que se ouve comentar e podendo perceber realmente sobre o que as observações da guia se tratam, fica ainda mais rico!
O nosso destino, como já disse era o cânion. Depois de muita história, muitas curisosidades e algumas paradas estratégicas para curtir o visual de cima das montanhas, chegamos ao ponto em que tem o mirante do cânion, chamado Cruz de Los Condores; "Cruz" porque devido à colonização espanhola e a consequente cristianização do povo peruano, tem uma cruz no ponto mais alto do mirante e "de los condores", porque tem condores lá, hehehe. A vista do cânion desse mirante é SENSACIONAL, são 1200 metros de profundidade em relação ao mirante, que fica a 3700 metros de altitude em relação ao nível do mar. Com sorte e se o horário e o clima estiverem ideais, pode-se, ainda, ver condores, muitos, que voam muito perto do mirante e são realmente um show a parte. Os condores são aves enormes, alguns chegam a 3 metros de envergadura das asas, entretanto o mais comum é que tenham cerca de 2 metros, são uma das maiores aves dos Andes.
No mirante conseguimos tomar um pouco de sol, o que deu uma super aliviada no frio dos últimos 3 dias e também conseguimos achar frutas para comprar, o que foi ótimo. O saldo de hoje foi positivíssimo, comemos bananas*, tomamos sol, treinei o meu inglês mais um pouco, com o pessoal do nosso grupo, principalemte os canadenses, com quem passei um bom tempo conversando e descansamos um pouco.
*Essa questão das frutas, deixe-me explicar melhor. Quando fechamos a viagem fomos advertidos que é muito comum brasileiros e outros turistas também ficarem doentes por causa da água, das frutas e das verduras não cozidas aqui no Peru. Não é nada muito grave, nenhum vírus super contagioso, nem nenhuma super bactéria, mas acontece que as bactérias comuns aqui do Peru, aquelas que se instalam na flora intestinal e etc., aqui são muito diferentes, de modo que os turistas não estão acostumados e acabam ficando com mal estar generalizado, se é que me entedem. Como não queremos arriscar ter que interromper nossa viagem com muitas idas ao banheiro, resolvemos tomar a advertência bem a sério e estamos evitando comer tudo o que não passa por processo de cozimento, estamos tomando água só engarrafada e frutas que se consome com casca estão terminantemente proibidas. por isso achar bananas hoje foi tão agradável: a primeira fruta que comi em 4 dias. Pois é, mas antes isso do que ficar mal. Hoje estávamos perto de um outro grupo e a guia deles comentou em alto e bom som que alguns alemães do grupo estavam passando mal por causa da água, péssimo, né?! Não queremos que ocorra conosco.
Saindo do cânion voltamos a Chivay, onde almoçamos em um restaurante similar ao de ontem, também muito gostoso e que também esqueci de anotar o nome e depois retornamos a Arequipa. Agora estamos no Hotel Libertador, onde jantamos e iremos ao bar daqui a pouco, tomar um Pisco Sour. Um dia tranquilo, para que descansemos um pouco. Afinal, amanhã já decolamos novamente, desta vez para Cuzco, onde vários outro passeio nos esperam. Vou lá tomar meu drink, até amanhã!

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dia 3 - Vale do Colca

Hoje o dia foi super tenso, mas tambèm ótimo. Sei que digo isso todo dia, de um quesito ou outro, mas é que toda hora alguma coisa me impressiona. Bom, hoje o dia começou cedo, fizemos um passeio em grupo até Colca, onde estamos agora e onde passaremos a noite, para fazermos um outro trecho do passeio amanhã. Foi a 1ª vez que estivemos em um grupo desde o comço da viagem e foi maravilhoso. O grupo é super diversificado e a nossa guia é ótima, além do motorista da van, que também é super prestativo. O nosso grupo tem peruanos, uma familia de espanhóis, um casal de canadenses, um casal alemão e outro dinamarquês e nós, é claro.
O passeio hoje durou cerca de 7 horas e meia ao todo. Saimos do hotel de Arequipa às 8h15 e chegamos ao novo hotel, em Colca às 15h e alguma coisa. Colca fica a aproximadamente 175 Km de Arequipa, em um caminho de muuuuuitas subidas. É um ótimo passeio para tirar fotos, as paisagens são deslumbrantes. Hoje, como comentei ontem, saímos dos 2300 metros de altitude de Arequipa e alcançamos 4910 metros, no pont mais alto do trajeto. E, como previ ontem, tudo o que não sofri com a altitude de Arequipa, sofri hoje. Senti-me realmente mal, chegando inclusive a achar que ia desmaiar, em mais de um momento. A subida não é brusca, fizemos várias paradas para irmos nos acostumando, mas meu organismo não correspondeu muito rapidamente. Durante a subida ao ponto de 4910 metros de altitude, chamado Mirante de Los Andes, foi realmente difícil, para mim, ficar em pé, motivo pelo qual tirei pouquíssimas fotos, mal conseguia ficar sentada, passei a maior parte do tempo recostada, sorte que o banco da van era reclinável! Só melhorei quando começamos a descer, pois embora o caminho tenha muitos pontos altos, Colca fica um pouco mais abaixo, por volta dos 3000 metros de altitude. Eu não fui a única a passar mal, no grupo de umas 15 pessoas, umas 6 ficaram indispostas, o que me reconforta, porque quer dizer que não sou fresca, hahaha o trajeto é que é complicado mesmo.
Embora eu tenha passado bastante mal, isso não é uma sentença, depende do metabolismo de cada um, até porque existem alguns modos de ajudarmos nosso organismo a se acostumar com o ar rarefeito. O principal modo de fazer isso é com a folha de Coca, que aqui é muito importante e muito usada. Entre outras propriedades que possui, a folha de Coca promove o aumento da circulação sanguínea e incentiva a produção de glóbulos brancos. A folha de Coca não deve ser ingerida, então é consumida através de chás, caramelos e sendo mastigada (como o tabaco), dessa última forma o gosto fica extremamente desagradável (não que eu tenha experimentado, mas talvez se tivesse não teria passado tão mal, pois desse modo ela é absorvida mais rapidamente), então as balinhas e o chá são ótimas opções, eu experimentei amabas, e estão aprovadas. (: Outra dica é carregar consigo um pouco de álcool e algodão  ou agase e quando se sentir enjoado ou tonto passar um pouco na testa, temporas, atrás das orelhas e inalar profundamente, parece estranho, mas emboa eu não saiba explicar porque, me ajudou muito e de forma rápida. Eu tive a sorte de estar com uma guia, que me ensinou o truque, mas para aqueles que viajam sozinhos é uma dica valiosa, pode salvar o passeio.
Voltemos às observações sobre a excursão. Enquanto subiamos tivemos uma visão mais próxima dos vulcões que citei ontem e inclusive as estradas deram uma volta (por baixo) nos vulcões Misti e Chachani. Além das formações vulcânicas e das montanhas, podemos observar muitos rebanhos de Llamas, Vincuñas, Alpacas e ovelhas. Durante as subidas passamos por muitas formações gelosas e lagos congelados (imaginem o friiiio!), ah, eu vi neve pela primeira vez *-*. Depois de descermos chegamos a Chivay, o lugar onde fica Colca e almoçamos em um restaurante bastante simples, mas com uma comida deliciosa, um self-service de comidas típicas peruanas, que infelizmente não lembro  nome, porque cheguei lá passando bem mal e não tomei nota e na saída esqueci também de reparar o nome. Depois do almoço deixamos todos do grupo em seus hotéis e só ai viemos ao nosso, que era o mais distante, por isso fomos os últimos. Ok, preciso de um parágrafo só para falar do hotel e juro que termino.
O nosso hotel é MA-RA-VI-LHO-SO e eu simplesmente não acredito que retornaremos para Arequipa amanhã, queria ficar aqui pelo menos uns 4 dias para curtir tudo que o Colca Logde tem para oferecer. Eu não sei como explicar o que tem aqui, então podem ter uma ideia pelo site do hotel, clicando no link. Eu sei que geralmente site de estabelecimentos exageram e as fotos acabam sendo um pouco mais generosas do que a realidade, mas o site desse hotel jamais poderia passar sequer um quinto do encantamento que é isso aqui. É sério, estamos no paraíso Arequipeño. RECOMENDO MUITO!
Por hoje é isso, mañana voy a escribir a ustedes de nuevo. Besos!

Dia 2 - Arequipa

Arequipa é a segunda cidade mais industrializada, tendo como principais atividades a mineração, a produção agrícola e a prestação de serviços, respectivamente. É também a segunda cidade mais populosa do Peru, com 836.859 habitantes. Arequipa está a 2.335 metros de altitude em relação ao nível do mar, o que pode dificultar um pouco a respiração. Eu particularmente, não fui muito afetada pelo ar rarefeito, acho que é mais provável que sinta alguma coisa amanhã, pois quase dobraremos de altitude. As temperaturas aqui variam entre 18° e 23° C durante o dia e 8° a 12° durante a noite. Basicamente a diferença é se você está ou não no sol, porque o vento é gelado, então uma blusa de manga cumprida resolve desde que você esteja no sol (porque ai dá para dar uma enganada no frio), entretanto, entrou na sombra o frio se instaura até entre os fios de cabelo (não é exagero, fica frio meeesmo).
Fatos a parte, as minhas impressões sobre a cidade: Aqui só se veem taxis no trânsito, e diga-se de passagem o serviço é baratíssimo para nós, Brasileiros que estamos acostumados a pagar uma fortuna. Para terem ideia, do centro histórico da cidade até o hotel em que estamos, pagamos S/.5,00 (soles), o equivalente a  mais ou menos R$ 3,00, uma micharia, né? Mudando de assunto, as ruas aqui de Arequipa me lembraram MUITO a estrutura rodoviária de BH (MG), quem conhece BH vai saber do que eu falo, porque andar de carro lá é um pesadelo, os retornos são eternamente longes, as ruas são cercadas por comercio de todos os lados possíveis e na maioria das vezes entre as duas mãos há um canteiro. Pois é, aqui é meio assim também, mas só no centro, o resto da cidade é bem simples e não lembra nada a polvorosa capital mineira. ok, tendo feito essas observaciones, digo observações, vamos aos comentários dos passeios de hoje.
Hoje fomos a dois mirantes: Mirador Carmen Alto e Mirante de Yanahuara. No primeiro a vista é linda: o vale do Rio Chili, o nome do rio significa frio e é uma palavra inca. No Vale além do rio, existem plantações de hortaliças, principalmente folhas, como a alfafa e, ainda, três vulcões: Chachani, Misti e PichuPichu. O terreno é recortado do modo tradicionalmente feito pelos incas, em terraços. No segundo mirante, nomeado como o destrito em que se encontra, a paisagem é bonita também, mas o deslumbramento fica por conta da Paroquia San Juan Bautista, que tem uma fachada memorável.
Depois dos mirantes, fomos ao Claustros de la Campañia, um complexo turístico-comercial bastante interessante. Lá também tem uma igreja no melhor estilo Barroco-Andino, como a de Yanahuara. Nessas duas igrejas o sincretismo religioso arequipeño fica mais do que evidente, elementos cristãos e andinos dividem toda a fachada e colunas de ambas as igrejas, em perfeita sincronia. Uma outra curiosidade sobre as igrejas é que elas, como muitas outras construções na cidade, são feitas com pedras sillar que são produto da calcificação do magma dos vulcões que cercam a cidade (como os que citei no trecho sobre os mirantes).
O último passeio do dia foi pelo Centro Histórico de Arequipa, que é composto por construções enormes, além de uma praça. Ali visitamos o Monastério de Santa Catalina,um dos pontos turísticos principais da cidade e que é um passeio indescritível, por enquanto o meu favorito. Depois jantamos em um ótimo restaurante, chamado Chicha, que é o nome de uma bebida andina pré-colonial, (inca, portanto) fermentada, mas que tem o teor alcóolico muito baixo, não chega a 1 grau. Depois voltamos para o hotel para descansarmos e escrever aqui, hahaha. Vou dormir, amanhã temos que acordar muito cedo. Mais um dia super agradável no Peru. E que venham os próximos! Falo com vocês amanhã! Beeeijos!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dia 1 - Lima

O trecho de avião não foi tão ruim quanto eu imaginei que seria. A tática de dormir tarde ontem para dormir hoje durante o voo deu certo, apaguei durante a maior parte da viagem. A chegada foi excelente, fomos muito bem recebidos por Genaro, guia peruano, apesar do nome de italiano, gente finíssima que ficou incubido de nos trazer até o hotel.
No caminho até o Casa Andina Private Collection, nosso Hotel (e que excelente hotel, diga-se de passagem), que fica no Destrito de Miraflores, reparei um pouco no trânsito, nas pessoas e na paisagem. O trânsito é caótico, como na maioria dos lugares e ao contrário de Brasília, o que mais se ouve nas ruas são as buzinas. O povo é respeitoso, atencioso e gentil, todos a quem me dirigi desde a imigração, fizeram o possível para entender o meu portunhol ou para falar um pouquinho que fosse de inglês para se fazer compreender, e eu pude reparar o seu esforço. A paisagem por sua vez é bastante manipulada, verdade, mas lindíssima. Manipulada, digo, porque a principal imagem que vem à minha cabeça é a da beira do mar pacífico, em que foi feito um enorme aterro e onde recortaram dezenas de montanhas para alinharem com o mar. Embora eu seja particularmente contra esses procedimentos (embora também entenda sua necessidade ocasionalmente) devo admitir que o resultado foi satisfatório e que o visual ficou ótimo.  
Bom, não vou entrar em muitos detalhes sobre a cidade, pois, mais ao fim da viagem, nos últimos dias, salvo engano, voltarei com mais tempo a Lima e farei alguns passeios turísticos, o que me dará oportunidade para falar mais sobre a cidade mesmo. E, quem sabe, até lá me acostumo com o teclado daqui, que é todo diferente, dai me disponho a escrever um texto mais completinho.
Vou, então falar brevemente sobre o meu dia. Depois de um passeio rápido por algumas avenidas da cidade com Genaro, para aprendermos a nos localizar, viemos para o hotel: só para deixarmos as malas e logo em seguida sair de novo. Resolvemos não nos arriscar e nos limitamos a conhecer o comércio próximo ao hotel, o que nos rendeu algumas horas de caminhada e uma pausa para um lanche. O local escolhido para um lanche que substituiu nosso almoço, foi o Café de La Paz. O estabelecimento é um charme, tem um estilo romântico-vintage super aconchegante e o cardápio também é um mimo. Fica a dica para um café, lanches e até uma sopinha para enganar o frio. Nós conferimos alguns sanduíches e sopas e foram todos aprovadíssimos. O serviço é regular, o atendimento demorou um pouco e a casa não estava suficientemente cheia para justificar a demora, mas para quem está de visita e sem pressa nenhuma, vale a pena esperar um pouco e experiementar os pratos da casa. Há também opções tentadoras de refeições. Enfim, podem confrir tudo no site do Café. Ah, tenho uma última observação sobre as aventuras de hoje: apesar de não beber refrigerante, me aventurei a tomar INCA KOLA e preciso dizer: não sei o que eu bebi até agora. Inca Kola para quem não está familiarizado, é um refrigerante peruano que tem cor de nitroglicerina, tipo... Listerine e que tem gosto de mistério. Minha mãe achou que tinha gosto de chiclete, meu pai achou que não tinha gosto de nada conhecido, é Inca Kola e pronto, minha irmã não fez comentários memoráveis, mas não terminou a garrafa que pediu da iguaria (sim, porque ela foi a cobaia, todo mundo experimentou do copo dela)e eu acho que nunca comi ou tomei nada que tenha um gosto sequer parecido, mas de qualquer forma, era um gosto bem artificial, de corante ou alguma coisa similar. Quem já tomou e quiser ajudar a desvendar o mistério sinta-se a vontade.
Pois é, galera, vou descer para o bar do hotel e comer alguma coisinha antes de dormir. Hoje preciso dormir cedo porque estou cansada e amanhã a programação forte começa: amanhã decolamos daqui de Lima para Arequipa. Tento escrever de lá para contar as novidades a vocês.
Beeeeeijos! 

Dia ZERO

Eu não comentei aqui no blog ainda, mas amanhã estou indo para o Peru. Eu não coloquei nada antes aqui, porque estive muito ocupada: meu final de semestre na faculdade foi super turbulento (ainda assim, é com grande prazer que digo que passei em todas as matérias); a viagem deu um trabalhinho extra em relação ao comum de trabalho que as viagens dão para serem organizadas; e o tempo que eu tive livre nos últimos dias, dediquei ao namorado, né, gente?! Porque o gato vai ficar nove dias sem mim e ele não disse nada, mas eu sei que vai morrer de saudades das minhas chatices. Enfim, CAOS.
Resumindo: um belo dia meu pai, no meio de uma conversa sobre um assunto qualquer, bem rotineiro, cuspiu a proposta: uma viagem pelos Andes peruanos. O ponto crucial do roteiro era visitar Machu Picchu, que eu seeeempre quis conhecer e meu pai sempre soube perfeitamente disso, porque minha curiosidade sobre o Peru e principalmente sobre as ruínas incas já foram por diversas vezes assunto das nossas conversas. Papai já conhece o local, e disse que queria ir mesmo para que eu e minha irmã conhecêssemos. Eu achei que era brincadeira e só depois de uma semana com o assunto à tona que percebi que realmente iríamos fazer a viagem.
Isso tudo tem aproximadamente três semanas, o que significa que a partir da tomada da decisão, desde a escolha do itinerário, até providenciarmos tudo o que precisávamos para decolar no dia 4 de julho, tudo foi feito apressadamente.
Da última vez que viajei (a Floripa), em dezembro/janeiro, documentei alguns dos meus dias aqui no blog e adorei a ideia. Portanto, e porque não poderia perder a chance de documentar aqui uma viagem que desejo tanto fazer há pelo menos quatro anos, documentarei quase que diariamente os fatos dessa viagem, para dividir com vocês o que descobrir de bom e recomendável, de curioso e de não muito agradável do Peru.
Espero que esse "blog de bordo" seja tão agradável para vocês ao ser lido quanto será para mim escrevê-lo.
Bom, estou cansada e acho que vou dormir... Tinha esperança de conseguir dormir beeem tarde essa noite, para apagar no avião, mas acho que a ideia não vai vingar. Amanhã conto pra vocês como foi o voo, mas, posso adiantar, que, provavelmente, não vai me agradar muito: cinco horas balançando a vários quilômetros de altitude não me seduz nem um pouco, mas vamos lá. Peru nos aguarda!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Hoje são 21 de junho (:

A quem se perguntou o que tem de tão relevante nessa data: hoje começa calendariamente o inverno. Adoro inverno. Adoro porque é frio e ainda assim, faz as coisas ficarem mais quentes. Bom, não vou repetir os mimos do inverno que postei aqui ano passado. Vamos falar desse inverno, esse inverno lindo, desse ano único, como todos são, seja bem vindo, Inverno 2011!
Tricô, peles (fakes), couro, estampa de bicho, xadrez. Calças longas, saias longas, vestidos não tão longos assim. Off wite, caramelo, transparências e sobreposições MIL! Bem vindos ao glamour.
Tricotem muito, muito mesmo, sobre todos os assuntos. Vistam-se como se a sua pele não fosse suficiente (e não é). O couro dá uma pesada no look, usem com carinho e cuidado. A estampa de bicho pode ser por dentro e por fora, ouse, desperte o seu lado mais selvagem. Xadrez nem preciso dizer, todo inverno é o mesmo hit, e tem coisa mais cara de inverno no Brasil do que festa junina? Aproveite. As calças, finas, panta-lona, todas muito longas mesmo. Saias cheias de pano, afinal, faz frio! Os vestidos nessa temporada estão ali, pelo meio da canela, um pouco mais baixos, mas não longos e nessa época, abuse de um shape mais quadrado, mais limpo. Off white, tipo marshmellow... já que fogueira apesar da época eu considero ousadia demais, invista na lareira e chame o(s) seu(s) amado(s) para se deliciarem com você, quer dizer com os marshmellows, com você... ah, esquece. Caramelo para dar uma esquentada, daqueles tons queimados até os quase camel. Tranparência sempre, com você, com os outros e com a vida e quando você for se vestir use toda essa limpidez para causar um impacto sexy-vintage. Ah, sobre as sobreposições não tem nem o que se falar, sobreponham sorrisos, felicidades, amigos, familiares, muitos pratos deliciosos, toneladas de momentos divertidíssimos, livros, filmes, cobertores, casacos, cachecóis, camisetas, jaquetas, boleros e meias. E tenham todos um ótimo (e fashion) inverno!

domingo, 12 de junho de 2011

Namorado

Namorado é mais difícil de aguentar do que mãe e pai, mas quando você não aguenta mais os seus, é pra ele que você liga;
Namorado te faz sorrir de coisas idiotas, das quais você dificilmente riria sozinha;
Te faz chorar de coisas que você já falou minhares de vezes, mas com ele fica muito mais grave;
Namorado comete erros imperdoáveis que você esquece em minutos;
Te diverte de um modo que você não esquece nunca, mesmo quando faz de tudo para deixar de lembrar;
Namorado te liga em horas inoportunas, às vezes; antes de dormir, sempre; e quando você queria que ele ligasse, ele não liga MESMO... pode sentar e esperar ou então liga você pra ele(!);
Namorado acha que está certo, mas concorda com você para evitar discussão;
E quando ele tem certeza que está certo, sai de perto;
Ele sente sua saudade mais do que você sente dele, mas você nunca vai saber disso pela boca dele, só dá para descobrir essas coisas olhando fundo nos olhos dele;
Ele se desculpa por sentir saudade, porque te viu ontem, e você diz que tudo bem, mulher é mais forte até nessas horas;
A recíproca é verdadeira, ainda que pareça confuso, exceto pela parte das mulheres, porque elas continuam sendo mais fortes nessas horas;
Namorado tem ciúme mas disfarça; tem vergonha de você às vezes, mas disfarça isso também; namorado acha que você não tem ciúme suficiente, ou é ciumenta demais e não disfarça isso. E ele sabe que já te fez passar vergonha, mas ignora;
Namorado diz que te ama quando queria te dizer que te ama MUITO, só pra não te assustar, e responde "eu também" quando você diz que o ama, só pra não te deixar sem graça;
Ele sabe que você é tão contraditória quanto ele, mas tudo bem, mais uma coisa em comum (:;
Ele odeia as suas contradições e ainda assim, acha que não teria graça se não fossem elas;
Namorado de faz esquecer de tudo que te perturba ou simplesmente É tudo o que te pertuba;
e, não se iluda, todo namorado é meio babaca.
À todos os namorados e às santas que lhes aguentam: Feliz Dia dos Namorados!

P.S.: Tenho certeza de que a maioria das namoradas se encaixa perfeitamente nessa descrição também, eu me encaixo, mas a gente finge que não sabe... (;